Diversão profissional |
Acordar cedo, dormir tarde e trabalhar muito em nome da diversão. Esse é o lema de André Schuartz, proprietário da Cassinera, único cassino itinerante e legalizado do Brasil. Tanto é que, em sua sala, faz questão de manter um quadro com a célebre frase que diz “talento é 1% de inspiração e 99% de transpiração”. E não se trata apenas de filosofia, pois André começou a trabalhar cedo – “e por vontade própria” – aos 16 anos. Com apenas 22 anos, o administrador paulistano inovou ao apostar num modelo de negócio então inédito – e polêmico – no País. Hoje, aos 25, ele comemora o crescimento da empresa, que deve aumentar 80% em 2010.
“Costumo dizer que o empreendedorismo está no gene da família. Lá em casa sempre existiu uma competição saudável, todos são empreendedores e temos que apresentar resultados”, reflete o empresário ao relembrar o início de sua carreira, aos 16 anos. A Cassinera não foi a primeira experiência de André como empreendedor. Quando entrou na faculdade, aos 18 anos, o jovem abriu sua primeira empresa em sociedade com a mãe, empresária do ramo de vidros. “Minha mãe tinha a produção de objetos de vidro concentrada em Santa Catarina e queria abrir uma fábrica em São Paulo, então eu fiquei responsável pela administração da empresa”, relembra. O negócio durou aproximadamente dois anos e deu ao jovem a oportunidade de experimentar as diferentes áreas – e desafios – da gestão empresarial.
A proposta da Cassinera, fundada em 2008, é levar jogos de cassino – como pôquer, blackjack, baccarat e outros – a festas e eventos corporativos. A ideia surgiu no período em que André, então com 21 anos, fez uma pausa na faculdade de Administração de Empresas da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) para estudar na California State University, em Los Angeles (EUA). Nas horas vagas, aproveitou para fazer um curso de crupiê e trabalhou como free-lancer em cassinos e eventos. “Fui fazer por diversão, pois achei curioso, mas acabei descobrindo que aquilo poderia ser uma profissão – e um negócio – rentável.”
Apesar de gostar do trabalho como crupiê – função que ocupou durante um ano e meio –, havia algo que incomodava o jovem estudante. “Eu sentia uma pressão, uma sensação estranha que me incomodava e, aos poucos, percebi que isso era por causa do dinheiro, por ver as pessoas gastando”, conta. Foi então que surgiu a ideia de voltar para o Brasil e montar uma empresa que oferecesse o entretenimento dos jogos de cassino sem a “pressão” das apostas. “Minha intenção era oferecer jogos em que as pessoas só têm a ganhar em diversão, alegria e relacionamento.”